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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Encontro de Estudantes e Coletivos Universitários Negros - EECUN


          Já imaginou se os estudantes e ativistas negros e negras de universidades públicas e particulares de todo o país pudessem se encontrar durante 03 dias para uma avaliação sobre sua realidade no mundo acadêmico, sobre os seus problemas e desafios comuns? Nós já! 

     Entendendo que o ser negro(a) na universidade significa, não apenas ter mais possibilidades de sucesso profissional, mas também estar sujeito a muitos conflitos e opressões e, que o Movimento Estudantil por si só não conduz nossa pauta com a qualidade que precisamos, nos estudantes negrxs independentes de varias regiões do país estamos construindo um espaço nosso, de discussão e encaminhamento das nossas questões. 

    Convidamos a todas e todos estudantes negros e negras organizados ou não em grupos associações ou coletivos para estarem conosco na Universidade Federal de do Rio de Janeiro UFRJ, para o  Encontro Nacional de Estudantes e coletivos Universitários Negros - EECUN, a ser realizado nos dias 13 , 14 e 15 de maio de 2016,  um encontro autônomo, público e independente: 
  •      Autônomo por ser idealizado construído e auto gestionado por estuantes negras e negros de diferentes regiões do país de universidade públicas e particulares organizados ou não em grupos, coletivos ou associações. 
  •    Público, embora o encontro objetive atingir um perfil especifico de estudantes (negras e negros), o encontro é aberto a todo e qualquer interessado nos temas que serão discutidos durante o evento. 
  •      Independente, somos independentes, pois não estamos subordinados a nenhuma instituição seja politica, estudantil ou partidária. 



          Convidamos vocês estudantes universitários de todo o Brasil a serem articuladores deste encontro nas universidades que estudam, nos centros acadêmicos, nos coletivos e organizações a ajudarem na organização, divulgando o encontro, se organizando para participar e propondo pautas de discussão.



FORTALECER PARA PERMANECER!!!



CONTATO COM OS ORGANIZADORES:

E-mail: negrosuniversitários@gmail.com


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Luta Negra e Privilégio Branco

por: Danilo Lima

          É fato que o  negros escravizados construíram este país. O Brasil deve muito ao seu povo e principalmente ao povo negro, mas parece não ter consciência dessa divida.

Revolução Haitiana 1791 a 1804

     Historicamente lutamos pela preservação do que é nosso. Desde África há resistência negra, para preservação a cultura, da religião, dos valores que ainda hoje são constantemente violentados. Pois “a casa grande jamais voltou os olhos para a senzala sem subjuga-la”.

          Mas resistimos, bravamente resistimos, e lutamos pela liberdade de nossa prática religiosa, por educação, saúde, trabalho, moradia de qualidade e fundamentalmente por igualdade de oportunidades. O que há de mal nisso? Por que tantos se voltam contra as políticas afirmativas, sociais e inclusivas que defendemos?

          Entendo que parte do problema é que os historicamente os privilegiados não reconhecem sua posição social, como bem diz Leopoldo Duarte em  seu texto recente “Se o mundo é racista não ser alvo de racismo já é um modo de gozar de privilégios.” Afinal a miscigenação brasileira NÃO se verifica nos postos de poder do país.

         É necessário observar que quando o movimento negro, historicamente, denuncia a violência e as práticas genocidas contra a população negra e principalmente contra sua juventude, ele se mobiliza em favor da vida, que é um direito universal.

         É fato que a luta do movimento negro por políticas afirmativas de cotas raciais abriu também as portas da universidade pública para alunos brancos e carentes das escolas públicas.

        É fato também que a luta por emancipação da mulher negra emancipa também a sociedade brasileira, considerando que negros somam mais da metade da população brasileira e que essas mulheres negras são, em suma maioria, as responsáveis pelo sustento de suas famílias, mesmo sendo elas empurradas pelo racismo a base da piramide social.

        Mas como aponta o professor Adilson Moreira, no Brasil temos sim uma elite branca de classe media alta, majoritariamente masculina e heterossexual, que se demonstra irredutível quanto a deixar sua posição social privilegiada, e que manda no país a partir dos postos de comando que ocupa.

        Não obstante,  oportunistas ainda fraudam as políticas afirmativas para negro/as que tão duramente construímos e conquistamos, mais uma vez, se beneficiam do nosso sacrifício entrando nas vagas reservadas para negros nas universidade públicas, como ocorreu na UERJ, ou em concursos públicos, ou ainda nas vagas para diplomacia  no Itamaraty como os denunciados pela Educafro em SP.

        Se somos a maioria da população brasileira, se temos a exata consciência que o Estado brasileiro nos deve, e muito, se mesmo lutando por direitos universais somos excluídos e discriminados, se quando conquistamos direitos nos roubam as oportunidades, se sabemos que o racismo é um projeto de dominação que nos subalterniza, lhes pergunto, ansioso pela resposta: O que tem anestesiado a revolução negra contra o privilégio branco no acesso às oportunidades nesse país?



quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Políticas afirmativas na pós-graduação: Considerações sobre um novo desafio para luta pela inclusão

Na ADPF 186 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), sobre a constitucionalidade das cotas na UnB, o Ministro Relator da matéria, Ricardo Lewandowski, em seu voto, diz o seguinte:


“Como é de conhecimento geral, o reduzido número de negros e
pardos que exercem cargos ou funções de relevo em nossa sociedade, seja
na esfera pública, seja na privada, resulta da discriminação histórica que
as sucessivas gerações de pessoas pertencentes a esses grupos têm
sofrido, ainda que na maior parte das vezes de forma camuflada ou
implícita.

Os programas de ação afirmativa em sociedades em que isso ocorre,
entre as quais a nossa, são uma forma de compensar essa discriminação,
culturalmente arraigada, não raro, praticada de forma inconsciente e à
sombra de um Estado complacente”.

Pleno - Julgamento da ADPF 186 sobre a política de cotas na UnB


Esse trecho deixa evidente que o Ministro se referia não somente a um programa de ação afirmativa específico, como a mídia tradicional faz acreditar, e sim a todos os programas que vierem a ser criados a fim de reduzir as desigualdades, principalmente no que se refere aos grupos socialmente excluídos. Dentro desta perspectiva o movimento negro, enquanto sociedade civil organizada, tem se articulado para conquistar espaços no serviço público federal, apontando falhas na lógica “meritocrática” dos concursos e na dificuldade que este apresenta para o acesso dos grupos socialmente desfavorecidos, visto que hoje os concursos são disputados quase que totalmente pelos chamados “concurseiros”, que podem se dedicar, quase que exclusivamente, ao longo de anos, aos estudos e consequentemente à aprovação. Em termos gerais, que mérito há em alguém que é, muitas vezes, socialmente privilegiado, financiado e treinado para passar em uma prova de concurso público? No Estatuto da Igualdade Racial, de 2010, temos, em seu artigo segundo, o seguinte:


Art. 2o É dever do Estado e da sociedade garantir a igualdade de oportunidades, reconhecendo a todo cidadão brasileiro, independentemente da etnia ou da cor da pele, o direito à participação na comunidade, especialmente nas atividades políticas, econômicas, empresariais, educacionais, culturais e esportivas, defendendo sua dignidade e seus valores religiosos e culturais.


Dessa forma, amparado pelo estatuto, o ministro Lewandowski, em seu voto, se refere não só ao serviço público mas também à iniciativa privada. Hoje é de conhecimento que algumas empresas já aplicam programas de ações afirmativas na contratação de seus funcionários, mostrando o caráter educativo da lei de cotas, que em nossa leitura, altera significativamente a percepção da sociedade quanto à discriminação.

A luta por ações afirmativas no serviço público é válida e legítima, e o movimento social negro tem pressionado o poder público nesse sentido. Hoje tramita no congresso, em caráter de urgência, um projeto de lei que visa reservar 20% das vagas em concursos públicos para candidatos negros. O que é interessante, no entanto, é que sua aprovação pode gerar um vácuo de pessoas qualificadas para esses cargos de relevo que a política visa implementar. Pensemos, por exemplo, no judiciário. Para ingressar na magistratura, faz-se necessário ter experiência jurídica de pelo menos 3 anos, além de ser aprovado no exame da Ordem dos Advogados do Brasil. Todos os cargos reservados para as ações afirmativas, nesse sentido, demandariam advogados negros experientes, além de indígenas e outros grupos etnicos, e sabemos da dificuldade que esses grupos tem em adentrar essas carreiras.

O problema se torna mais agudo nos cargos específicos de professor e pesquisador universitário. As Universidades Federais brasileiras tem, em seu corpo docente, quase a totalidade de professores doutores ou pós doutores. A excelência do ensino, pesquisa e extensão das universidades estão relacionadas ao alto grau de formação desses docentes. A Lei de cotas 12.711/2012, que reserva 50% das vagas para candidatos oriundos da ensino público e dentre esses uma parcela para negros, indígenas e etc., baseado nos índices do IBGE, possibilita a entrada em massa de estudantes pobres e negros, mas não garante, de forma alguma, a continuação da formação destes estudantes nas carreira científicas.

Os programas de pós graduação aparecem, nesse sentido, como filtros para esses estudantes. Alguns programas são sensíveis ao processo criado pelo REUNi e pelas ações afirmativas, e buscam ampliar a diversidade de seu corpo discente, mas esses programas ainda são uma minoria e estão restrito, em grande parte, a algumas áreas específicas, como as ciências humanas. Para o especialista em ações afirmativas e diretor da ONG Educafro, frei David Santos, é preciso abrir mais portas da pós-graduação para excluídos. "A seleção sempre foi cheia de subjetividades. Falta um pacto nacional para resolver o problema".

Frei David Santos, diretor da ONG Educafro.

É de conhecimento de todos que algumas universidades tem aderido às ações afirmativas em alguns de seus programas de pós-graduação de maneira formal, reservando vagas para os grupos sociais menos favorecidos, como a UnB (Universidade de Brasília), que reservou 20% das vagas para o mestrado e doutorado para alunos negros e indígenas. O Museu Nacional (Universidade Federal do Rio de Janeiro), de maneira semelhante, cria todo ano uma vaga a mais para estudantes indígenas em seu programa. A mais progressista, nessa linha, é a UnEB (Universidade Estadual da Bahia) que reserva 40% de suas vagas nos cursos de pós graduação para negros pobres e indígenas. Essas ações possibilitam a continuação da formação dos alunos e a possibilidade destes em seguir na carreira científica, mas como não faz parte da agenda do MEC, existem em número reduzido e casos pontuais.

Wellington, ativista do CONAJIR, discute o tema em evento na UFSCar

Sendo assim o CONAJIR (Coletivo Nacional de Juventude Pela Igualdade Racial) convoca a militância a se somar em uma campanha nacional de promoção de políticas afirmativas também na pós graduação. O princípio constitucional, como vimos, não se refere somente ao caso específico da UnB, e sim a qualquer programa de ação afirmativa, e é por isso que lutaremos para expandir essa importante conquista do movimento social Negro aos programas de pós graduação.
Não queremos somente justiça social, no sentido de possibilitar nossa entrada e permanência nos programas, e sim promover a diversidade na produção do conhecimento científico, possibilitando novos olhares e diálogos à agenda de pesquisa no país. Partimos da perspectiva de que direitos geram direitos, e que a cidadania só existe no exercício desses direitos.

Entendemos que há a necessidade de pressionarmos o Estado e empresas privadas em todos os campos, se quisermos construir um país mais justo em oportunidades e que valorize sua diversidade. Queremos que as diferenças sejam reconhecidas, e que o poder público se organize a partir desse reconhecimento. Queremos ser doutores e pós doutores, pesquisar em institutos de pesquisa de ponta e integrar o corpo docente das universidades públicas e privadas. O sucesso das cotas, a essa altura, já é um fato. Vamos ampliar esse sucesso?

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

MANIFESTO DE APOIO À JUVENTUDE NEGRA, POBRE E DAS PERIFERIAS DA CIDADE DE SÃO PAULO!



PELO DIREITO À CIRCULAÇÃO E A EXPRESSÃO DE SUA ARTE E CULTURA.

São Paulo 18 de Janeiro de 2013

"É dever do Estado e da sociedade garantir a igualdade de oportunidades, reconhecendo a todo o cidadão brasileiro, independente da etnia ou cor da pele, o direito à participação na comunidade, especialmente nas atividades políticas, econômicas, empresariais, educacionais, culturais e esportivas, defendendo sua dignidade e seus valores religiososo e culturais" (Art. 2o. do Estatuto da Igualdade Racial)

O Racismo brasileiro já foi amplamente denunciado por movimentos e intelectuais. Em dezembro de 2013 a ONU, através de uma comissão especial em visita ao Brasil, mais uma vez declarou: “Os afro-brasileiros não serão integralmente considerados cidadãos plenos sem uma justa distribuição do poder econômico, político e cultural”, reforçando a ideia do racismo como estruturante das desigualdades em nosso país.

A barbárie social expõe sua face racista em especial através dos números dos homicídios, em especial aquele promovido pelas forças de repressão do Estado. A realidade das prisões brasileiras, agora simbolizada pela revelação dos acontecimentos no presídio de Pedrinhas no Maranhão ou a carnificina promovida por policiais em Campinas reforça o que sempre denunciamos: o caráter racista do Estado e de seus dirigentes.

Esse racismo se traveste cotidianamente a medida da necessidade do opressor. Nesse momento vivemos em São Paulo e em outros grandes centros mais uma das faces do racismo estrutural brasileiro: A reação dos Shoppings, da Polícia e  da Justiça em relação a presença de “jovens funkeiros” nestes estabelecimentos.

Com a liminar que garantiu o direito ao JK Iguatemi e a outros diversos Shoppings de impedir a entrada de jovens negros, pobres e funkeiros, percebe-se a reafirmação da missão da policia, da justiça e do Estado: a proteção à iniciativa privada e aos seus valores civilizatórios tendo, como sempre, um alvo bem definido: negros e pobres. Trata-se, sobretudo de um precedente legal perigoso a medida que promove e formaliza uma prática análoga ao apartheid.

Cruzar os braços diante de fatos tão graves significaria reforçar a naturalização da violência contra negros e pobres no Brasil. Afinal, os barrados nas portas dos shoppings são os mesmos proibidos de frequentar universidades; são os mesmos que perfazem maioria entre analfabetos, miseráveis, desprovidos de serviços básicos como saúde, educação, moradia; são os mesmos ridicularizados e estigmatizados pela grande mídia e, sobretudo, são os mesmos que cotidianamente são parados, esculachados, presos, torturados e mortos pela polícia nas periferias do Brasil.

Os rolezinhos em shoppings que se espalham por todo país revela uma das faces da crise urbana, carente de espaços de convivência, acesso a arte, cultura e lazer, condições entregues pelo Estado aos cuidados e usufruto da iniciativa privada de cidades como São Paulo, estruturadas com base na concentração do solo e na especulação imobiliária, que provocam a exclusão, desterritorialização e expulsão da população negra e periférica, para regiões carentes de equipamentos e serviços sociais e culturais. Os Governos tem fundamental responsabilidade e devem responder a essa demanda de maneira imediata.

Criminalizado como um dia fora a capoeira, o samba e o RAP, o Funk moderno é tão contraditório em seu conteúdo quanto o é resistência em sua forma e estética. E se está servindo também para fazer aflorar o racismo enraizado na alma das elites hipócritas – muito mais vinculadas aos valores da luxúria e ostentação que o Funk, declaramos: somos todos funkeiros!

Exigimos:

·         Anulação imediata das liminares que garantem o direito de segregação aos Shoppings;
·         Pedidos públicos de desculpas pela ação racista por parte dos Shoppings e dos responsáveis pelas liminares no âmbito da Justiça;
·         Imediato debate público com governos de todas as esferas sobre a pauta da ampliação dos espaços e condições de acesso a arte, cultura e lazer que possam contribuir para a inclusão, a emancipação e garantia de direitos das juventudes, principalmente da juventude negra, pobre e de periferia.
·         Fim do Genocídio da Juventude Negra
·         Desmilitarização das Polícias e amplo debate sobre um novo modelo de segurança Pública para o Brasil.


Assinam

1.       CIRCULO PALMARINO
2.       UNEAFRO BRASIL – União de Núcleos de Educação Popular para Negr@s e Classe Trabalhadora
3.       MNU - Movimento Negro Unificado
4.       CONEN-Coordenação Nacional De Entidades Negras
5.       Núcleo De Consciência Negra Na USP
6.       Instituto Luiz Gama
7.       Quilombo Raça e Classe
8.       UNEGRO - União de Negros Pela Igualdade
9.       APN’s - Agentes de Pastoral Negros do Brasil 
10.    Coletivo Negro USP
11.    Bocada Forte Hip Hop
12.    Articulação Popular e Sindical de Mulheres Negras do Estado de São Paulo
13.    Ceabra - SP
14.    CENARAB - Centro Nacional de Religiosidade e Resistência Afro-Brasileiro
16.    Coletivo Quilombação
17.    Coletivo Katu
18.    Fórum de Mulheres Negras do Estado de São Paulo
19.    Fórum Estadual de Juventude Negra do Espírito Santo - FEJUNES
20.    INSPIR - Instituto Sindical Interamericano Pela Igualdade Racial
21.    Instituto Búzios
22.    IPEAFRO - Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros
23.    Jornal Negritude
24.    Kwê Seja Dan - Sinha Mejito Kika De Gbessen
25.    Oriashé  - Sociedade Brasileira De Cultura E Arte Negra
26.    QUILOMBHOJE Literatura
27.    Agência Popular de Fomento a Cultura Solano Trindade
28.    AMPARAR - Associação de Amigos e Familiares de Presos(as)
29.    ANEL
30.    Associação De Favelas De São José Dos Campos
31.  Banco Comunitário União Sampaios
32.    Bloco Saci Do Bixiga
33.    Centro Acadêmico Guimarães Rosa
34.    Campanha "Eu Pareço Suspeito?"
35.    Campanha “Por Que O Senhor Atirou Em Mim?”
36.    Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos
37.    CMP - Central dos Movimentos De Moradia
38.    Coletivo Arrua
39.    Coletivo de Poetas e Poetizas Marginais De Altamira (Xingu E Transamazônia)
40.    Coletivo Quilombo - EPS
41.    DCE-USP
42.    ECLA - Espaço Cultural Latino Americano
43.    Esquerda Popular Socialista - São Paulo
44.    Federação de Estudantes de Agronomia do Brasil – FEAB
45.    FLACSO - Faculdade Latinoamericana de Ciências Sociais
46.    Frente Perspectiva Mackenzie
47.    Imagem da Vida
48.    INESC - Instituto De Estudos Sócioeconomicos
49.    Instituto Práxis
50.    Rede 2 De Outubro
51.    IPJ - Instituto Paulista De Juventude
52.    JSOL
53.    Juntos
54.    Juventude do PT
55.    Juventude LibRe - Liberdade e Revolução
56.    Levante Popular da Juventude
57.    Mães De Maio
58.    Mandato Deputada Estadual Leci Brandão
59.    Mandato Deputado Estadual Adriano Diogo
60.    Mandato Deputado Federal Ivan Valente
61.    Marcha Mundial De Mulheres
62.    MLB -  Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas
63.    MMM-RJ
64.    Movimento Mulheres em Luta
65.    Movimento Paratod@S
66.    Movimento Primavera 
67.    Centro Acadêmico de Histária -  USP
68.    Movimento Unidade na Luta - JPT
69.    MST 
70.    Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania de Marília
71.    Plataforma dos Movimentos Sociais Pela Reforma Política
72.    Rede Emancipa
73.    Refundação Comunista
74.    Secretaria Municipal De Juventude Do PT São Paulo
75.    Secretaria Nacional De Juventude Do PT
76.    Sindicato dos Advogados de São Paulo
77.    SINTAEMA - Sindicato Dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente de São Paulo
78.    UJS - União Da Juventude Socialista
79.  União Popular de Mulheres de Campo Limpo e Adjacências
80.    União Nacional dos Movimentos De Moradia
81.    WAPI Brasil

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Dilma assina proposta de cotas raciais para o funcionalismo


Projeto reserva 20% das vagas em concursos públicos para negros.
Presidente anunciou medida em conferência sobre igualdade racial.


Dilma cumprimenta participantes de evento sobre igualdade racial (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)


A presidente Dilma Rousseff assinou nesta terça-feira (5), durante a abertura III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Conapir), uma mensagem ao Congresso Nacional enviando projeto de lei que reserva 20% das vagas em concursos públicos de órgãos do governo federal para negros.

A medida vinha sendo estudada pelo governo desde o ano passado e passará agora pela análise de deputados e senadores. O assunto estava na Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), aguardando pareceres tanto da Advocacia-Geral da União, quanto do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, para a presidente Dilma bater o martelo. A ideia era ter segurança para evitar questionamentos jurídicos posteriores.

Em discurso, Dilma informou que o projeto vai tramitar em regime de urgência constitucional, o que dá à Câmara e ao Senado 45 dias, cada um, para analisar o projeto, sob risco de trancar a pauta de votações.

A presidente disse ainda que o projeto será exemplo do que pode ser seguido também pelos poderes Legislativo e Judiciário e por estados e municípios, além de entidades privadas.

Antes de ser feito o anúncio, a representante da sociedade civil no Conselho Nacional de Igualdade Racial, Maria Julia Nogueira, cobrou do governo agilidade na implementação de cotas para o funcionalismo público, destacando que seria de especial importância em prefeituras e governos estaduais. "Essa é uma importante sinalização positiva por parte do governo federal, que nós esperamos e desejamos", disse Nogueira.

Outra medida anunciada pela presidente é o envio, até 2014, de médicos para todas as comunidades quilombolas do país, contratados pelo governo federal dentro do programa Mais Médicos, que inclui profissionais formados fora do país.

Antes de ir para o evento, a presidente tuítou sobre a conferência. "A Conferência é sobre o q foi feito e o muito q ainda deve ser feito p/ construir um Brasil de oportunidades p/ todos. #IgualdadeRacial", escreveu em sua conta no microblog.


Parcerias

O evento este ano também comemora os 10 anos da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial. A pasta foi criada em 2003, no primeiro ano de governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No evento, foi lançado o selo comemorativo, personalizado, da II Conferência. Ele é resultado de uma parceria entre a Seppir e a Empresa de Correios e Telégrafos, dentro da campanha “Igualdade Racial é pra valer”. Além disso, foi assinado um protocolo de intenções com a Sebrae, para estimular o empreendedorismo negro.

A ministra Luiza Bairros assinou ainda, com o ministro da Pequena Empresa, Guilherme Afif, convênio para estimular o artesanato quilombola


Fonte: http://g1.globo.com/politica/noticia/2013/11/dilma-assina-proposta-que-preve-cotas-raciais-para-o-funcionalismo.html

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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Evento na UFSCar discute opressão da mulher

No dia 24 de outubro de 2013, em referência ao dia 25 de outubro instituído pela ONU como o Dia Internacional Contra a Exploração da Mulher, o CONAJIR, em conjunto com a Frente Feminista de São Carlos e o Coletivo de Diversidade Sexual de SãoCarlos, realizaram a mesa de debate "Opressões de Gênero”, na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). A mesa foi composta por representantes dos três coletivos e pela Profa. Dra. Roseli Rodrigues de Mello, membra e fundadora do Núcleo de Investigação e Ação Social e Educativa (NIASE) e docente efetiva da UFSCar. Contou com a presença de alunos da UFSCar, ativistas de vários movimentos sociais e interessados em discutir a temática em questão.

Abertura do evento


O evento foi organizado de forma conjunta entre os coletivos e o debate girou em torno das diversas formas de opressão sofridas pelas mulheres na contemporaneidade. A Frente Feminista de São Carlos discorreu sobre o assunto a partir da perspectiva de classe, abordando a importância de políticas públicas que levem esse recorte em consideração. Letícia Bianchi, representante da Frente Feminista, discutiu como problemas enfrentados por todas as mulheres são mais ou menos graves de acordo com a classe social que ocupam. Já Ana Claudia Davis, ativista do Movimento Social Negro, atual coordenadora da juventude Educafro e membro do CONAJIR, discorreu sobre a opressão sofrida especificamente pela mulher negra, que, de acordo com sua apresentação, se acumulam às opressões apontadas pela Frente Feminista de São Carlos. Colocou em pauta principalmente, o feminicídio da mulher e como este processo afeta de maneira mais intensa a mulher negra. Camila Arioli Gebara, por sua vez, fez uma intervenção sobre a transfobia, lendo um depoimento de um transexual sobre suas experiências, e debateu sobre os diversos males causados pela lesbofobia e sobre as dificuldades em se pensar políticas públicas para as duas formas de opressão. A Profa. Dra. Roseli Rodrigues de Mello, em sua fala, apresentou seus atuais estudos sobre o Feminismo Dialógico e como este pode ajudar no diálogo entre as diversas correntes feministas, a fim de fortalecer e unificar a luta das mulheres.

Da esquerda para a direita: Monique Amaral, Ana Claudia Davis, Camila A. Gebara, Roseli R. de Mello e Letícia Bianchi.


A atividade se encerrou com uma rodada de debate a partir das questões levantadas pelos participantes.

Ativistas e simpatizantes do CONAJIR

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Coletivo de juventude pela igualdade racial realiza debate sobre Ações Afirmativas na UFSCar - São Carlos


O Coletivo Nacional de Juventude pela Igualdade Racial (CONAJIR), no dia 10 de outubro de 2013, organizou na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) a mesa de debate "Universidade pra quem? Um debate Sobre as Políticas de Inclusão nas Universidades Estaduais Paulistas". Estudantes e ativistas do Movimento Negro se reuniram para discutir a implantação das ações afirmativas na UFSCar e o cenário atual nas universidades estaduais. O evento foi realizado no Auditório do Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH) e contou com a participação de cerca de 30 estudantes, incluindo entre eles estudantes de intercâmbio nacional e internacional, dirigentes do Movimento Estudantil e ativistas de outros movimentos sociais.


Estudantes e ativistas discutindo Ações Afirmativas nas universidades estaduais paulistas

Estava presente Danilo Morais, representando a CONEN, doutorando em Sociologia pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFSCar (PPGS / UFSCar) e um dos militantes do Movimento Estudantil da UFSCar no período de implantação do programa de Ações Afirmativas na instituição. Em sua fala contemplou, principalmente, os desafios envolvidos na formulação e implantação do programa na supracitada universidade e a sequência de eventos que levaram à formação, após aprovação do Conselho Universitário, de uma Comissão de Ações Afirmativas, que teria o objetivo de formular as diretrizes e metas do programa, e que posteriormente serviu de modelo para a Lei nº 12.711/2012, devido ao seu alto grau de sofisticação.

A roda de debate contou também com a presença dos estudantes e ativistas Tamires Gomes Sampaio e Lucas Assis, representando a Frente Pró-Cotas, que atualmente trabalham na coleta de assinaturas para alterar o texto da PL 530/04  que tramita, no momento, na ALESP (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo). O texto atual prevê a criação do PIMESP, que tem o objetivo de reforçar o ensino de base dos estudantes cotistas e admiti-los nas universidades somente se estes conseguirem um rendimento mínimo. A intenção dos estudantes é de mudar esta maneira de seleção e promover a entrada imediata dos mesmos nas universidades estaduais.

Já o participante Danilo Lima, estudante do curso de Ciências Sociais da UFSCar, militante do Movimento Negro da EDUCAFRO e um dos fundadores do CONAJIR, debateu e apresentou a ONG que participa, narrando as diversas tentativas da mesma em construir Ações Afirmativas nas universidades estaduais. Por último o participante Wellington Siqueira, também estudante do curso de Ciências Sociais da UFSCar, ativista da EDUCAFRO e membro fundador do CONAJIR, falou sobre as atuais conquistas no campo das Ações Afirmativas e de como estas podem e devem ser estendidas para outros espaços. Lançando a campanha sobre Ações Afirmativas na pós-graduação da UFSCar, com o objetivo de incitar os estudantes a debater o tema e pressionar a instituição neste sentido. Os estudantes presentes apontaram diversos argumentos que poderiam ser utilizados tanto a favor da inciativa quanto contra, além de participar, por meio de assinaturas, do projeto de lei proposto pelos ativistas da Frente Pró-Cotas.


Participantes da mesa posam para foto no fim do debate